Portal Sal da Terra

Quarta-feira, 06 de Dezembro de 2023

Notícias Economia

Campos Neto reforça importância de governo Lula cumprir meta fiscal

O presidente do BC afirmou que a revisão resultaria num déficit de mais de R$ 20 bilhões

Campos Neto reforça importância de governo Lula cumprir meta fiscal
Raphael Ribeiro/BC
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reforçou na última sexta-feira, 17, a importância de o governo Lula cumprir a meta fiscal que foi estabelecida. Ele afirmou que, na opinião da instituição, seria importante insistir no cumprimento do déficit zero.

Campos Neto fez a declaração durante o evento “Desafios do Banco Central e a revolução dos pagamentos digitais”, promovido em São Paulo (SP) pelos jornais Valor O Globo.

“É um jogo de credibilidade”, afirmou Campos Neto. “O preço de fazer essa mudança pode ser muito maior que esse valor inicial. Nossa opinião é que seria importante insistir na meta.”

O presidente do BC disse ainda que o governo, ao abandonar o arcabouço, acaba gerando uma dificuldade para que as pessoas acreditem em números futuramente.

 

“Se lutou tanto em prol do arcabouço, teve um trabalho de convencimento do Legislativo, da sociedade, e nos primeiros sinais de desafio ele é abandonado (…) isso gera uma dificuldade muito grande de as pessoas acreditarem nos números futuros.”

 

Revisão da meta permitiria um déficit de fiscal de R$ 20 bilhões

 

Campos Neto fiscal

Campos Neto diz que meta fiscal é um ‘jogo de credibilidade’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Campos Neto afirmou que a revisão da meta, que permite déficit fiscal de 0,25% do PIB para 2024, equivale a déficit superior a R$ 20 bilhões. “É um jogo de credibilidade”, afirmou.

“O preço de fazer essa mudança pode ser muito maior que esse valor inicial. Nossa opinião é que seria importante insistir na meta.”

Ele afirmou que o governo federal é quem define a política fiscal, mas é o BC que faz o acompanhamento das discussões. O presidente da autarquia declarou, por fim, que não há “relação mecânica” entre o fiscal e a política monetária.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

Veja também