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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026

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A Arábia Saudita está de olho no frango do Brasil

O país muçulmano investiu milhões de dólares para garantir segurança alimentar

A Arábia Saudita está de olho no frango do Brasil
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Em parceria com o governo da Arábia Saudita, a BRF concluiu a formação da joint venture JVA — um projeto milionário com o gigante do agronegócio brasileiro. Um comunicado ao mercado informou a operação na terça-feira, 1º.

Na mira do governo da Arábia Saudita, a expertise gigante do agronegócio brasileiro para produzir alimentos. Entre eles, a carne de frango. A parceria com BRF para criar a JVA foi oficializada no fim de 2022.

A empresa brasileira tem o controle de 70% das cotas. Os 30% restantes estão vinculados à Halal Products Development Company (Empresa de Desenvolvimento de Produtos Halal, em tradução livre), que pertence ao fundo árabe.

Halal é a palavra-chave para entender o interesse pela expertise brasileira. Em árabe, o termo significa permitido. Na indústria, ela denomina os produtos que os muçulmanos podem consumir. A Arábia Saudita é um país governado por uma monarquia absolutista que segue essa mesma religião.

Atualmente, o Brasil é o maior exportador de alimentos permitidos pelo islã. A BRF é uma das grandes responsáveis pelo sucesso. A empresa está entre as maiores processadoras de carne de frango do planeta — a fonte de proteína animal mais barata na dieta muçulmana. Assim, o investimento do fundo mira na segurança alimentar da população saudita.

Além disso, o agronegócio brasileiro é o maior exportador de carne de frango no planeta. E um dos principais destinos do produto nacional é o território saudita.

Em 2022, por exemplo, as exportações de proteínas de aves para esse destino renderam US$ 847 milhões ao Brasil. A cifra garantiu aos sauditas o quarto lugar no ranking dos importadores desse tipo de carne com origem no país.

Arábia Saudita e o investimento gigante no agronegócio brasileiro

A criação da JVA deve movimentar a cifra de US$ 625 milhões. Esse valor consta na previsão inicial divulgada ao mercado no fim de 2022. Do montante, US$ 500 milhões serão aplicados pelos árabes e o restante (US$ 125 milhões) virá da BRF. Assim, a Arábia Saudita entrará com a maior parte do dinheiro, apesar do gigante do agronegócio brasileiro deter o controle acionário.

FONTE/CRÉDITOS: Revista Oeste

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