O general Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Luiz Inácio Lula da Silva, não deve ser responsabilizado por negligência nos atos do 8 de janeiro, em Brasília. Isso porque a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que investiga a manifestação na Praça dos Três Poderes decidiu retirar o nome do militar da lista de pedidos de indiciamento.
O presidente da comissão, Chico Vigilante (PT), é quem pediu a retirada de G. Dias do relatório de indiciamento, elaborado pelo deputado Hermeto (MDB). Mais três parlamentares acompanharam Vigilante: Fábio Felix (PSol), Jaqueline Silva (MDB) e Robério Negreiros (PSD).
A retirada ocorreu através de emenda ao texto. Quando Vigilante aventou a possibilidade de incluir emendas ao relatório, houve uma confusão no plenário. Os deputados Paula Belmonte (Cidadania), Joaquim Roriz Neto (PL), Thiago Manzoni (PL) e Pastor Daniel de Castro (PP), por exemplo, rejeitaram a ideia.